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Angola e Dinheiro - Golpada no BES e a transição do regime - 3 ed actualizada


Autor: Rui Verde
ISBN:
978-989-8325-38-9
Edição: Outubro/2014
Colecção: MAIS ACTUAL
Editora: RCP Edições

Stock: Esgotado
 
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° Introdução
° Índice
° Sobre o autor

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 Formato: Livro em papel
 Páginas: 150
 Encadernação: Capa Mole
 Dimensões: 13,5 x 21cm
 Preço: €13.99

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O caso do Banco Espírito Santo (BES) é o mais recente escândalo dos negócios entre Angola e Portugal. O debate sobre a transição do regime angolano está em cima da mesa, pelo que é cada vez mais premente reflectir sobre os protagonistas e as ameaças que pairam sobre os negócios multimilionários realizados por empresários de Portugal e Angola. 

"Angola e Dinheiro - Golpada no BES e a transição do regime" (3ª edição actualizada) identifica as consequências que decorrem da alteração do quadro político e institucional em Angola. 

A mudança de atitude do Estado angolano em relação à corrupção, aos eventuais desfalques nos seus cofres públicos e aos grandes interesses económico-financeiros colocam Portugal sob pressão.

De igual modo, o escrutínio em relação à origem do dinheiro que serviu para realizar vultuosos investimentos e a evolução de várias investigações judiciais, em curso nos dois países, podem abalar a economia e a Bolsa portuguesas. 

A pesquisa levada a cabo por Rui Verde, suportada por documentação institucional, bem como por diversos documentos oficiais que permitem caracterizar o modus operandi dos investidores angolanos, permite concluir, através do reconhecimento de um padrão económico-financeiro, repetido a propósito do enriquecimento das elites angolanas, que a família, as altas individualidades e os empresários que gravitam à volta do presidente da República de Angola adoptaram uma estratégia para tentar ficar a salvo dos riscos da transição do regime.

 
 
 
 

Fui um dos primeiros da nova vaga de portugueses a ir para a Angola. Por volta de 2000/2001 começou o estabelecimento da Universidade Independente em Angola.

Como viceReitor da instituição, em Lisboa, tomei um interesse particular no seu estabelecimento em Luanda e fui introduzido nos vários mecanismos de poder e finança então existentes.

Angola é bela e o seu povo fantástico, mas é um país adiado, enquanto não mudar o procedimento da elite dirigente.

O livro é fundamentado na minha experiência pessoal, académica e empresarial, bem como no conhecimento directo que tive de vários assuntos políticos, financeiros e empresariais angolanos. Também, é o resultado de sete anos de pesquisa sobre o tema. E assenta em larga medida em mais de 20 entrevistas que tive com altos funcionários do Estado, do Governo, dos serviços de informações de Angola e ainda com representantes de topo de Bancos angolanos e portugueses.

Procurei sempre fontes externas e independentes que confirmassem e explicassem as histórias que ouvi ou que conheço. De um modo geral, o que sei foi confirmado por fontes fidedignas, especialmente documentos de instituições credíveis, como relatórios do Senado norteamericano, sentenças de tribunais superiores ingleses, relatórios do Fundo Monetário Internacional e também de Organizações NãoGovernamentais bem implantadas no mundo, como a Amnistia Internacional, Corruption Watch UK ou Human Rights Watch.

Depois da investigação, percebi que há um padrão económicofinanceiro de actuação angolana repetido a propósito do enriquecimento das suas elites, dos movimentos financeiros e das joint ventures com os portugueses.

Percebi, também, que o regime angolano está numa fase de transição e que o leitmotiv essencial das elites actuais é enriquecerem depressa e colocaremse a salvo da transição. Daí a voracidade que acometeu muitos governantes angolanos. Mas, o regime é frágil e pode desmoronar de um dia para o outro.

O livro está dividido em três partes: na primeira, abordo o que conheci e, sobretudo, aprendi acerca de dinheiros e fluxos financeiros em Angola; na segunda, discorro sobre o poder real e os seus aspectos constitucionais e legais em Angola; na terceira, a mais pessoal, desenvolvo os fundamentos da criação e ‘angolanização’ da Universidade Independente em Angola.


 

 

Prólogo  9

Nota do Autor   19


Parte I - Dinheiro de Angola   21

Enriquecimento das elites: business plan   23

Fluxos financeiros   39

Novos empresários   45


Parte II

Poder em Angola   57

Por que Angola não está rica?   59

Um exemplo: Arkady Gaydamak   67

Enganos, democracia e liberdade   73

Ambiguidades e política externa   91

Dois caminhos possíveis ou o abismo   101


Parte III

Universidade Independente em Angola   105

Primeira viagem   107

Ministro e o “grupo angolano”   113

Dinheiro triangulado   115

Apropriação de bens públicos   121

Epílogo trágico   127

Acção afirmativa: os alunos da Universidade Independente

de Lisboa em Angola   123

BIBLIOGRAFIA   127

ÍNDICE ONOMÁSTICO   139


ANEXOS   143


 

 

Rui Verde

Rui Verde nasceu em 1966. Doutorou-se em Direito em Ingla­terra, com uma tese sobre o papel constitucional dos juízes britânicos, depois de se licenciar em Direito na Universidade Católica em Portugal. Tem várias formações complemen­tares em Direito e Economia.

É analista legal do MakaAngola (dirigido por Rafael Marques) e Coordenador do Gabinete de Di­reitos Fundamentais do COMPA­NHEIRO, além de ser Consultor Internacional, especialmente em Angola e Arábia Saudita. Orienta mestrados e doutoramentos em várias universidades.

Durante vários anos foi Professor de Direito em Portugal, Inglaterra e Brasil.

Exerceu as funções de vice-reitor da Universidade Independente de Portugal e vice-presidente da Uni­versidade Independente de Ango­la, universidades em cuja funda­ção participou.

Publicou vários livros, entre os quais se destacam “Juízes: O Novo Poder. Ensaio sobre a acção e reforma do poder judicial em Por­tugal”. RCP Edições; “Angola e Di­nheiro”. RCP Edições; “Helicópte­ros com dinheiro. Sair do Euro, da Crise e Mudar o Estado”. Chiado Editora; “O Processo 95385. Como Sócrates e o poder político destru­íram uma universidade”. Livros D’ Hoje-Leya/Exclusivo Edições.


 
 
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