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Todo-o-Terreno - 4 anos de reflexões


Autor: Ana Gomes
ISBN:
978-989-95786-6-1
Edição: Novembro/2008
Colecção: MAIS ACTUAL
Editora: RCP Edições

Stock: Disponível
 
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° Introdução
° Índice
° Sobre o autor

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 Formato: Livro em papel
 Páginas: 252
 Encadernação: Capa mole
 Dimensões: 15x23 cm
 Preço: €13.78 €11.71

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 Formato: PDF
 Tamanho: 2.600Kb
 Preço: €7.42 €6.31

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Ana Gomes retoma o título da coluna de opinião que assinou, quinzenalmente, na revista “Courrier Internacional”, entre 2005 e 2007, e que constitui a principal fonte dos textos compilados neste livro. Nele inclui também artigos publicados nos matutinos “Diário de Notícias” e “Público”, nos semanários “Expresso”, e “Jornal de Leiria” e ainda nas publicações “Acção Socialista”, “Amnistia Internacional” e “Causa Nossa”.

O livro cobre quase todo o terreno, da actualidade nacional e internacional, desde Julho de 2004, data em que assumiu o mandato de Deputada ao Parlamento Europeu.

As visitas ao terreno, em várias latitudes e longitudes, e os contactos directos com actores principais de diversos conflitos, negociações e problemas por esse mundo fora, permitiram-lhe escrever 88 crónicas, reunidas ao longo de 252 páginas, que estão divididas em 14 capítulos, 13 dos quais dedicados aos temas internacionais: os que mais artigos contêm são os que dizem respeito às relações Europa-África, às relações transatlânticas, ao Iraque, à proliferação nuclear, incluindo os desafios colocados pelas ambições iranianas e pelo terrorismo internacional, a Guantánamo e a Timor-Leste.

O último capítulo do livro trata de opções portuguesas, centrado em temas de política Externa e de Defesa. No entanto, são também incluídos textos sobre outros assuntos que marcaram a agenda nacional, como as energias renováveis, o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez e os transgénicos.

 
 
 
 

(...) A minha primeira missão como parlamentar europeia foi ao Sudão e ao Chade, logo em Agosto de 2004, por causa da tragédia no Darfur. O que vi, ouvi e aprendi, com o sofrimento dos refugiados e deslocados e com os operadores humanitários e decisores políticos implicados naquele terrível conflito, haveria de marcar toda a minha subsequente actuação no Parlamento Europeu, e não apenas como negociadora de todas as resoluções daí em diante aprovadas sobre o tema.

Os desafios que África suscita aos valores dos Direitos Humanos e aos princípios da Justiça e da governação democrática nunca mais cessaram de me interpelar e de me impelir à acção: a experiência pessoal mais exaltante, mas também mais dolorosa, vivia-a na Etiópia, em 2005, como chefe da “Missão de Observação Eleitoral da União Europeia”. O envolvimento em missões de observação eleitoral levou-me subsequentemente à República Democrática do Congo, a Timor-Leste e a Angola.

(...) Não tenho a pretensão de apresentar uma reflexão académica, nem sequer de oferecer uma visão única, completa e coerente para os desafios e opções que se abrem à Europa ou a Portugal.

O fio condutor é, acima de tudo, a preocupação de poder contribuir para a construção de um mundo mais justo e seguro, ancorado no funcionamento do Estado de Direito no plano nacional e internacional, no multilateralismo eficaz e no progresso social, e em que a Europa, e Portugal, em particular, assumam papeis mais ambiciosos e determinantes.

Procurei fazer percepcionar uma abordagem ecléctica, integrada, de várias vertentes do relacionamento internacional que, frequentemente, não são articuladas entre si, nem na esfera das decisões políticas, nem ao nível das opiniões públicas, apesar do mundo globalizado e interdependente em que vivemos o exigir. Segurança e desenvolvimento, questões de género e defesa europeia, por exemplo, são temas raramente tratados no mesmo fôlego, mas que merecem ser considerados em interligação para gerarem políticas mais correctas, abrangentes e, sobretudo, mais eficazes. É preciso que os decisores políticos, e também os cidadãos europeus, compreendam que a Paz e a Segurança globais resultam tanto da capacidade da União Europeia de participar em missões de manutenção de paz, como de políticas de cooperação internacional e de governação democrática que ajudem os países menos desenvolvidos a sair do círculo vicioso de pobreza, conflito

e subdesenvolvimento.

(...) Finalmente, procurei fazer ver que só uma actuação fiel aos valores e coerente, sem dois pesos e duas medidas, em matéria de Direitos Humanos e defesa do Direito Internacional, em tempo de paz ou de guerra, conferirá autoridade moral e política à Europa e aos seus Aliados, – em particular, os EUA –, para poderem exigir de outros países o cumprimento das suas obrigações internacionais de respeito por esses mesmos valores e princípios; só assim, a Europa e os EUA poderão também ser eficazes na luta contra o terrorismo internacional, em vez de fazerem o jogo dos terroristas: por isso, me bati (e continuarei a bater) para que toda a verdade, principais responsabilidades e conivências sejam apuradas, deste e do outro lado do Atlântico, relativamente ao retrocesso civilizacional representado por Guantánamo, as prisões secretas e a subcontratação da tortura por parte da Administração Bush.

Todas as áreas de reflexão e intervenção, abordadas nestes textos, estão unidas por uma preocupação transversal: a defesa e promoção dos Direitos Humanos e do Direito Internacional como pedras basilares de qualquer empenhamento nacional e europeu na construção da Paz e da Segurança internacionais.


 

 

Agradecimento 7

Prefácio António Guterres 9

Introdução 11

I - Construção da Europa 17

II - Europa e Segurança Social 31

III - Europa e África 49

IV - EUA: Potência Incontornável 79

V - Guantánamo e Luta Contra o Terrorismo 93

VI - Afeganistão: Trabalho para uma Geração 109

VII - Iraque: Depois da Invasão 125

VIII - Médio Oriente - Eterno Impasse 141

IX - China: Gigante de Pés de Barro 153

X - Ameaça: Proliferação Nuclear 161

XI - Irrelevante, a ONU?! 179

XII - Timor-Leste: Crises e Oportunidades 189

XIII - Mulheres na Política e Política das Mulheres 207

XIV - Portugal: Política Externa e Debates Internos 217


 

 

Ana Gomes

 

Nascida em Lisboa a 9 de Fevereiro de 1954.

Casada.


Habilitações académicas:

Licenciada pela Faculdade de Direito de Lisboa (U. Clássica), em 1979. Curso de Direito Comunitário, INA (1981). Curso «Institut International des Droits de l’Homme», Estrasburgo (1989).

 

Actividade profissional:

Admitida por concurso público na carreira diplomática em 1980. Direcção Geral dos Negócios Económicos do MNE (1980-82). Nomeada consultora diplomática do Presidente da República, General Ramalho Eanes, entre 1982 e 1986. Colocada na Missão Permanente junto da ONU e Organismos Internacionais em Genebra (1986-89) e nas embaixadas em Tóquio (1989-91) e Londres (1991-94). Membro da delegação portuguesa ao Processo de Paz no Médio Oriente durante a presidência portuguesa da UE em 1992. Membro de diversas delegações portuguesas à Comissão dos Direitos Humanos da ONU (1987-89 e 1992-94). Em Lisboa, no MNE integrou o Gabinete de Assuntos Políticos Especiais - dossier Timor-Leste (1994-95). Chefe de Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Francisco Seixas da Costa (1995-96). Integrou a Missão Permanente de Portugal junto da ONU em Nova Iorque, onde coordenou a delegação portuguesa ao Conselho de Segurança (1997-98). De 1999 a 2003, em Jacarta, como Chefe da Secção de Interesses e depois Embaixadora de Portugal, exercendo a presidência portuguesa da UE em 2000.

 

Actividade política:

Activista dos CLACs - Comités de Luta Anti-Colonial 1972-74. Militante do MRPP 1974/76. Militante do Partido Socialista desde 18 de Março de 2002. Eleita para a Comissão Nacional e para a Comissão Política do PS em Novembro de 2002. Membro do Secretariado Nacional do PS e Secretária para as Relações Internacionais do PS desde 10 de Fevereiro de 2003. Membro da Direcção da Associação Sindical dos Diplomatas (80-82 e 94-96). Membro da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional.

 

 

NO PARLAMENTO EUROPEU:

É Deputada desde Julho de 2004.

Membro efectivo da Comissão Parlamentar dos Assuntos Externos. Primeira Vice-Presidente e Coordenadora do Grupo do PSE para a Sub- Comissão Parlamentar de Segurança e Defesa. Suplente da Comissão Parlamentar do Desenvolvimento e da Comissão Parlamentar dos Direitos da Mulher e da Igualdade dos Géneros.

É ainda membro efectivo da Delegação à Assembleia Parlamentar Paritária Ásia, Caraíbas e Pacífico - União Europeia (ACP-UE) e suplente da Delegação para as Relações com os Estados Unidos da América e da Delegação para as Relações com a Assembleia Parlamentar da NATO.

 


 
 
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